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O fato central da alegação é contrariado por fontes primárias ou por fontes independentes.

É falso que fiscais do PL tenham sido retirados da sala-cofre do TSE, diz o tribunal

Flávio Bolsonaro disse que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre. O TSE respondeu que a afirmação é falsa e que dois fiscais acompanharam o teste e a totalização.

Foto de Equipe Política DiáriaEquipe Política DiáriaChecado em 3 fontes

Em 20 segundos

Falso, segundo o TSE. A sala-cofre não é aberta à visitação, e o tribunal diz ter registro de presença e filmagem de dois fiscais do PL no teste de integridade e na totalização. Não localizamos evidência aberta da retirada.

A alegação

“Fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre do TSE logo depois da decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar a votação do segundo turno.”

Discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na noite de 25/10/2026, depois do anúncio da vitória de Lula, ao dizer que não reconhecia o resultado e que pediria a anulação da eleição. Primeira circulação registrada: . Não linkamos o boato para não ampliá-lo.

O que é verdade e o que não é

  • Não é verdade

    Segundo nota do TSE reproduzida pela imprensa, “a afirmação é falsa”. O tribunal diz que dois fiscais do PL estiveram na Corte no domingo (25) e tiveram acesso a todas as áreas visitáveis.

  • É verdade

    A sala-cofre não é aberta à visitação, como informa o próprio TSE. Isso vale para qualquer partido, e não foi uma restrição aplicada só ao PL.

  • É verdade

    O TSE afirma que os fiscais acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, no subsolo, e a totalização e a divulgação dos resultados, na Sala de Totalização, além de visitarem a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar.

  • Atenção

    As gravações e os registros de presença citados pelo TSE não são públicos. A checagem se apoia na nota do tribunal, divulgada pela imprensa, e a página do Fato ou Boato do TSE bloqueou o acesso automático (erro 403).

  • Atenção

    A Gazeta do Povo informa que procurou a campanha de Flávio Bolsonaro e que o espaço seguia aberto para manifestação. Se houver prova da retirada, a checagem será atualizada.

O que as fontes dizem

Na noite de domingo (25), depois da divulgação da vitória de Lula no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que fiscais do PL haviam sido retirados da sala-cofre do TSE logo após a decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar a votação. Segundo a Gazeta do Povo, ele citou a suposta retirada ao anunciar que não reconhecia o resultado e que pediria a anulação da eleição. Veja a cobertura em Flávio não reconhece o resultado e pede anulação da eleição.

O TSE respondeu pelo serviço Fato ou Boato. De acordo com A Tarde e com o abc+, a nota diz que a afirmação é falsa, que a sala-cofre não é um espaço aberto à visitação e que dois fiscais do partido estiveram no tribunal. Eles teriam acompanhado o Teste de Integridade das Urnas, no subsolo, a totalização e a divulgação dos resultados, na Sala de Totalização, e visitado a Sala dos Partidos, no 5º andar. O tribunal afirma haver registro de presença e filmagem.

Por que o veredito é Falso

O veredito se apoia na versão do órgão responsável pelo local, confirmada de forma coincidente por três veículos que abrimos e conferimos, e na ausência de qualquer evidência aberta de que fiscais tenham sido retirados. Duas ressalvas pesam na análise: a página original do TSE bloqueou o acesso automático, e os registros e as filmagens citados pelo tribunal não são públicos. Por isso atribuímos cada afirmação a quem a fez. A campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada pela Gazeta do Povo, e nova informação, de qualquer lado, será incorporada com correção datada.

O que não está em questão aqui

Esta checagem trata apenas da alegação sobre os fiscais na sala-cofre. A decisão de Zanin de prorrogar a votação é um ato formal e pode ser contestada na Justiça pelos meios próprios, o que é matéria de cobertura jornalística e não de checagem. Veja também a cobertura da prorrogação e o painel de Eleições 2026. A mesma régua vale para qualquer alegação sobre o processo eleitoral, de qualquer campo.

Checado em 3 fontes

Todos os links foram abertos e conferidos antes da publicação. Ordem: fontes primárias primeiro, depois agências de checagem, imprensa e referências.

  1. ImprensaGazeta do Povo

    TSE responde Flávio e diz que fiscais do PL não foram retirados da sala-cofre (abre em nova aba)

    Registra a fala de Flávio, a nota do TSE (“a afirmação é falsa”), o acesso dos fiscais até o fim da apuração e a cronologia dos pedidos de prorrogação. Publicada em 26/10/2026.

  2. ImprensaA Tarde

    Flávio Bolsonaro é desmentido pelo TSE sobre fiscais em sala-cofre (abre em nova aba)

    Reproduz a nota: a sala-cofre não é espaço aberto à visitação; dois fiscais do PL acompanharam o teste de integridade, a totalização e visitaram a Sala dos Partidos; há registro de presença e filmagem.

  3. Imprensaabc+ (Redação O Estado de S. Paulo)

    TSE desmente Flávio Bolsonaro e diz não ter retirado fiscais do PL da sala-cofre (abre em nova aba)

    Confirma a fala de Flávio na noite de 25/10 e a nota do TSE, que também diz que fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e Ministério Público podem visitar as demais áreas.

Linha do tempo

  1. O segundo turno é prorrogado por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, depois de pedidos de PT e PL, noticia a Gazeta do Povo.

  2. Lula é anunciado vencedor. Flávio Bolsonaro diz que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre e que pedirá a anulação da eleição.

  3. O TSE responde, em nota, que a afirmação é falsa e descreve a presença de dois fiscais do PL no tribunal.

Checagem publicada em 26 de outubro de 2026. Se você tiver uma fonte que mude este veredito, escreva para contato@politicadiaria.com.br. Aplicamos a mesma régua a qualquer campo político.

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Quem escreveu

Equipe Política Diária

Redação da Política Diária

A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.

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