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O fato central da alegação é contrariado por fontes primárias ou por fontes independentes.

É falso que o TSE tenha liberado voto pelo celular em caso de chuva

Posts com falso anúncio do TSE diziam que dava para votar pelo celular. Aos Fatos e Lupa checaram: o voto segue presencial, na urna eletrônica, e não há voto remoto.

Foto de Equipe Política DiáriaEquipe Política DiáriaChecado em 2 fontes

Em 20 segundos

Falso. Em 4/10/2026, posts em WhatsApp e Facebook imitaram um anúncio do TSE para dizer que o eleitor poderia votar pelo celular se a chuva o impedisse de sair. Segundo Aos Fatos e Lupa, o voto é exclusivamente presencial, na urna eletrônica, e nenhum aplicativo ou site permite votar. No 2º turno, hoje, vale a mesma regra.

A alegação

“O TSE teria liberado o voto pelo celular nesta eleição para quem não conseguisse chegar à seção por causa do tempo.”

Postagens no Facebook e mensagens no WhatsApp na tarde de 4/10/2026, uma delas com imagem que imitava um anúncio patrocinado do perfil “TSE Informa”, segundo o Aos Fatos e a Lupa. Primeira circulação registrada: . Não linkamos o boato para não ampliá-lo.

O que é verdade e o que não é

  • Não é verdade

    Segundo o Aos Fatos, o voto continua exclusivamente presencial, feito na urna eletrônica. O Brasil não tem sistema de votação remota pela internet ou por aplicativo, e o TSE reafirmou isso em julho de 2026.

  • Não é verdade

    A Lupa informa que o e-Título não serve para votar. O aplicativo permite consultar o local de votação, justificar ausência, emitir certidões e ver boletins, mas não registra voto.

  • É verdade

    O celular pode ir até o local de votação, por exemplo para mostrar o e-Título. Mas, segundo Aos Fatos e Lupa, deve ser desligado e deixado com os mesários antes de o eleitor entrar na cabine.

  • Atenção

    Segundo as duas agências, boatos desse tipo já circularam em 2020 (o falso “Voto em Casa”) e podem levar a páginas falsas que coletam dados pessoais, como o CPF. Quem receber o link não deve clicar nem informar dados.

  • Atenção

    As páginas do TSE e da Justiça Eleitoral com a própria checagem não abriram para consulta automática (erro 403) e não entram como fontes. As afirmações do TSE aparecem aqui como relatadas por Aos Fatos e Lupa.

O que as fontes dizem

Na tarde de 4 de outubro, dia do primeiro turno, circulou uma imagem que imitava um anúncio patrocinado do perfil “TSE Informa” no Facebook. Segundo o Aos Fatos, a peça mostrava uma pessoa sob a chuva e dizia que, se o tempo impedisse o eleitor de sair, o voto chegaria “mesmo assim”. A Lupa registra outra legenda, que convidava a votar pelo celular de forma “segura, rápida”.

As duas agências chegam à mesma conclusão: o voto no Brasil é presencial e feito na urna eletrônica. Não existe votação remota por aplicativo ou site, e o e-Título, que pode mostrar o local de votação e justificar ausência, não registra voto. A Lupa cita a nota do TSE de que o comunicado é falso.

O que muda para quem vota hoje

Hoje é o segundo turno, e a regra é a mesma do primeiro. O eleitor deve ir à própria seção, com documento oficial com foto, e votar na urna. Quem não puder comparecer pode justificar a ausência depois, pelos canais da Justiça Eleitoral, mas não há como votar à distância.

O celular pode ir ao local, por exemplo para exibir o e-Título, mas deve ser desligado e entregue aos mesários antes da cabine. Segundo as agências, mensagens desse tipo costumam trazer links para páginas falsas que pedem CPF e outros dados. Quem receber o link não deve clicar nem informar dado algum.

Por que o veredito é Falso

As duas fontes abertas apontam que não há voto pelo celular em nenhuma modalidade e que o anúncio não foi publicado pelos perfis oficiais do TSE, segundo a Lupa. O boato não é novo: em 2020 o TSE desmentiu um falso cadastro para “Voto em Casa”. Esta checagem não atribui a autoria do boato a ninguém, e a mesma régua vale para qualquer campo político: esse tipo de mensagem não favorece candidato específico.

As páginas do TSE com a checagem não abriram para consulta automática, e por isso as afirmações do tribunal vêm como relatadas pelas agências. Para outras alegações sobre a votação, veja as checagens e o painel de Eleições 2026.

Checado em 2 fontes

Todos os links foram abertos e conferidos antes da publicação. Ordem: fontes primárias primeiro, depois agências de checagem, imprensa e referências.

  1. Agência de checagemAos Fatos

    TSE não liberou voto pelo celular nas eleições (abre em nova aba)

    Descreve o falso anúncio “TSE Informa”, afirma que o voto é só presencial e que o e-Título não permite voto remoto, e lembra o precedente de 2020. Publicada em 4/10/2026.

  2. Agência de checagemAgência Lupa

    É falso que TSE divulgou possibilidade de voto digital (abre em nova aba)

    Confirma de forma independente que nenhum aplicativo ou site permite votar, registra a nota do TSE de que o comunicado é falso e o alerta sobre links usados para coletar CPF. Publicada em 4/10/2026.

Linha do tempo

  1. O TSE desmente mensagens sobre um suposto cadastro para “Voto em Casa”, segundo Aos Fatos e Lupa (novembro de 2020).

  2. O TSE reafirma que o voto é exclusivamente presencial, segundo o Aos Fatos (julho de 2026).

  3. No 1º turno, o falso anúncio de voto pelo celular circula no Facebook e no WhatsApp, e Aos Fatos e Lupa publicam a checagem à tarde.

  4. Dia do 2º turno: a regra segue a mesma, voto presencial na urna eletrônica.

Checagem publicada em 25 de outubro de 2026. Se você tiver uma fonte que mude este veredito, escreva para contato@politicadiaria.com.br. Aplicamos a mesma régua a qualquer campo político.

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Quem escreveu

Equipe Política Diária

Redação da Política Diária

A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.

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