Ministério da Justiça registra 32 ocorrências eleitorais no 2º turno
Boletim das 9h cita 3 presos em flagrante, 8 conduzidos e 2 veículos apreendidos; o Rio Grande do Sul lidera com 11 casos. Os números mudam ao longo do dia.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contabilizou 32 ocorrências de crimes eleitorais em todo o país nas primeiras horas do segundo turno, neste domingo (25). Segundo a Agência Brasil, o boletim registra 8 pessoas levadas a delegacias, 3 presos e 2 veículos apreendidos, e o Rio Grande do Sul lidera a lista, com 11 casos.
A infração mais comum é a propaganda eleitoral irregular. De acordo com o Diário do Grande ABC, que reproduz o boletim das 9h do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), há 6 casos de propaganda irregular, 3 de desobediência a ordens da Justiça Eleitoral e 3 de desordem que prejudica os trabalhos eleitorais. A votação segue até as 17h no horário de Brasília.
O que mostra o balanço
Os números variam conforme o horário de corte de cada boletim e a forma como cada veículo os apresenta. O primeiro relatório do dia, com dados até as 9h, trouxe as 32 ocorrências, os 3 presos em flagrante, os 8 conduzidos e os 2 veículos apreendidos. Na distribuição por estado, a Agência Brasil e o Diário do Grande ABC citam o Rio Grande do Sul na liderança, com 11 registros, e Minas Gerais em seguida, com 7. Outras reportagens sobre o mesmo boletim citam a Bahia com 7 casos, o que mostra divergência entre as versões.
Um balanço posterior, com dados até as 10h, foi publicado pelo NC News com 35 ocorrências em pelo menos 12 estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Na lista por tipo dessa matéria aparecem 10 casos de outros crimes eleitorais, 2 de bloqueio de vias, 2 de dano em locais de votação, 2 de vias de fato, 1 de compra de votos, 1 de condução de eleitores por forças policiais, 1 de furto e 1 de violência política de gênero. Somadas, as categorias chegam a 32, e o texto não explica a diferença para o total de 35. Por isso, esta nota trata os números como parciais.
Como ler esses números
Uma ocorrência registrada no painel não equivale a crime comprovado. O NC News lembra que a presença de um caso no levantamento não comprova crime e que os totais podem ser atualizados ao longo do dia. Cada registro ainda passa por análise da polícia e, quando for o caso, da Justiça Eleitoral. Prisão em flagrante, por sua vez, é medida do momento e não equivale a condenação: quem foi preso segue sendo investigado, e só decisão judicial pode condenar.
O acompanhamento é feito pelo CICCN, instalado em Brasília, que reúne o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as forças estaduais. O centro monitora crimes eleitorais, violência política, desinformação e ocorrências nos locais de votação e de apuração, segundo as reportagens consultadas.
Contexto: as regras de prisão no período
As prisões do boletim são todas em flagrante, a hipótese que o Código Eleitoral mantém aberta mesmo nos dias da votação. Desde 20 de outubro, e até 48 horas depois do encerramento do pleito, o artigo 236 proíbe prender ou deter eleitor, com três exceções: flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto. A regra está explicada em detalhe na nota sobre o eleitor que não pode ser preso até 48 horas após o 2º turno.
Também faz parte do cenário a mobilização de segurança anunciada antes da votação. O Ministério da Defesa informou que 25 mil militares atuam no segundo turno, em 306 municípios de 11 estados, e o tribunal eleitoral fluminense pediu apoio federal em 15 cidades, como mostra a nota sobre o pedido de tropas federais no Rio de Janeiro.
Por que isso importa
Para o eleitor, o balanço dá uma medida do que está sendo registrado enquanto as urnas funcionam. Propaganda irregular e desobediência a ordens da Justiça Eleitoral, os tipos mais frequentes no primeiro boletim, estão ligados ao comportamento no dia do pleito. As regras de propaganda da campanha, como as dos canais de WhatsApp de campanhas, também seguem sob decisão do TSE.
Para a Justiça Eleitoral e para as polícias, o painel orienta onde reforçar a presença. Para candidatos e partidos, as ocorrências com compra de votos ou violência política, mesmo isoladas, podem levar a investigações. Qualquer consequência jurídica depende de apuração e de decisão da Justiça, e esta nota não atribui responsabilidade a candidato, partido ou campo político.
Ao ler as próximas atualizações, vale observar três pontos: o horário de corte de cada boletim, a diferença entre ocorrência, flagrante e condenação, e a lista oficial de estados, que pode ser alterada quando as bases estaduais forem consolidadas.
O que observar a seguir
O MJSP deve atualizar os dados durante a tarde e consolidar um balanço depois do fechamento das urnas, às 17h de Brasília (as seções do Acre, de parte do Amazonas e de outros estados encerram em horários diferentes, por causa dos fusos). Só depois disso será possível comparar o total final com o do primeiro turno, e esta nota não faz essa comparação por falta de dado verificado. O horário de cada região está na nota sobre os horários de votação por estado.
A apuração começa depois do encerramento da votação e o resultado oficial é divulgado pelo TSE. Não há projeção nem boca de urna antes do fechamento das urnas, e este site só publica resultado de fonte oficial. Para acompanhar o dia, o resultado e o histórico de pesquisas, veja o painel Eleições 2026 e a página Dia da eleição.
Quem presenciar crime eleitoral deve comunicar à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público Eleitoral ou à polícia. Informações sobre o pleito circulam rápido, e boatos sobre fraude, prisões ou urnas devem ser conferidos na seção de checagem antes de ser repassados. Esta nota será atualizada, com data e hora, quando o ministério divulgar novo balanço.
Fonte original
Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br
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Quem escreveu
Equipe Política Diária
Redação da Política Diária
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