Forças Armadas mobilizam 25 mil militares para o segundo turno
Marinha, Exército e Aeronáutica atuarão em 306 municípios de 11 estados na garantia da votação e em outros 39 com apoio logístico, diz o Ministério da Defesa.
As Forças Armadas vão mobilizar cerca de 25 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para apoiar a Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições, no domingo (25). A informação consta de nota do Ministério da Defesa, divulgada pela Agência Brasil nesta sexta-feira (23).
Segundo o ministério, as ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA) ocorrerão em 306 municípios de 11 estados. Em outros 39 municípios, de oito unidades da federação, haverá apoio logístico, sobretudo em áreas de difícil acesso. O texto da Agência Brasil não nomeia os estados nem os municípios, e a divisão do efetivo por força não foi informada.
O que as Forças Armadas vão fazer
De acordo com a pasta, a presença dos militares ocorre em localidades definidas pela Justiça Eleitoral. As missões previstas incluem o transporte de urnas eletrônicas, equipamentos, materiais e equipes eleitorais, além do apoio a comunidades rurais, regiões ribeirinhas, terras indígenas e outras localidades com desafios de acesso e infraestrutura. Para isso serão usados aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas militares.
O objetivo declarado pelo Ministério da Defesa é contribuir para a preservação da ordem pública e para a normalidade da votação e da apuração dos votos. A nota afirma que a atuação ocorre mediante solicitação da Justiça Eleitoral e autorização presidencial. A reportagem não traz declarações de outras autoridades além da nota do ministério.
Como a operação é coordenada
Segundo a Agência Brasil, as ações são integradas entre a Justiça Eleitoral, o Ministério da Defesa, as três Forças e os órgãos de segurança pública. Quem faz os pedidos de apoio são os tribunais eleitorais, que também detalham as atividades com os comandos militares. A coordenação nacional fica com o Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, em articulação com os Comandos Conjuntos ativados para a operação.
Participam os comandos Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste, além do Comando de Operações Aeroespaciais, responsável pelos meios aéreos. A nota não informa custos da operação.
Contexto: por que a Justiça Eleitoral pede apoio militar
O emprego das Forças Armadas em eleições não é automático. Como descreve a própria nota do Ministério da Defesa, ele depende de pedido da Justiça Eleitoral e de autorização do presidente da República. Cabe aos tribunais regionais eleitorais e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicar onde e para quê.
Em parte dos casos, o apoio é logístico e tem a ver com a geografia do país: urnas precisam chegar a comunidades ribeirinhas e povoados que só se alcançam por rio ou por ar, como a nota indica ao citar embarcações e helicópteros. Em outros, o pedido se baseia em segurança. Um exemplo já noticiado pelo site é o do Rio de Janeiro, onde o tribunal regional decidiu pedir tropas federais em 15 cidades, citando o controle armado de territórios na Região Metropolitana. A nota divulgada hoje não detalha se esse pedido está entre os atendidos nem em quais estados haverá a atuação.
O dado também deve ser lido ao lado de outras regras do dia da votação. A lei eleitoral restringe a prisão de eleitores nos dias próximos ao pleito, tema da notícia sobre quando o eleitor pode ser preso no segundo turno, e o TSE já informou mudança de local de votação em milhares de seções, como mostra a notícia sobre as 4.352 seções com alteração de endereço.
Por que isso importa
Para o eleitor, o número é uma informação prática: há uma operação nacional montada para que urnas e equipes cheguem aos locais de votação e para que a apuração ocorra sem interrupções, inclusive em regiões de acesso difícil. A presença de militares nesse papel é de apoio à Justiça Eleitoral, que segue como autoridade responsável pela organização do pleito e pela apuração.
Para o debate institucional, vale separar duas coisas. A primeira é o apoio logístico, ligado a transporte e acesso. A segunda é a garantia da votação e da apuração, que envolve presença em locais definidos pelo Judiciário por razões de segurança. Os dois tipos aparecem na nota, com os totais de 306 municípios para a primeira modalidade e 39 para o apoio logístico em locais de difícil acesso.
Também importa o que a nota não diz. Não há, na reportagem, lista de municípios, divisão do efetivo entre Marinha, Exército e Aeronáutica nem orçamento. Quem quiser saber se a sua cidade está na lista deve consultar o tribunal regional eleitoral do estado, que é o órgão que faz o pedido e define os locais.
O que observar a seguir
No domingo, a votação segue o horário oficial e a apuração começa após o encerramento das urnas. Os pontos a acompanhar são a divulgação, pelo TSE e pelos tribunais regionais, dos municípios atendidos, eventuais ocorrências registradas e o balanço do Ministério da Defesa depois do pleito. A Agência Brasil também informa, em reportagem correlata, que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) fará operação especial para garantir energia no dia da votação, com equipes do setor de sobreaviso.
O calendário completo do período, com prazos e regras, está na notícia sobre o calendário da última semana do segundo turno. Para resultados, pesquisas e dados do TSE com fonte e data, o painel Eleições 2026 é atualizado ao longo da apuração. Quem quiser entender melhor a relação entre militares, Constituição e poder civil pode consultar as resenhas de livros do site.
Esta notícia será atualizada, com data e hora, caso o Ministério da Defesa ou a Justiça Eleitoral divulguem a lista de municípios ou o balanço da operação.
Fonte original
Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br
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Equipe Política Diária
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