PoderData/Aya: Lula e Flávio empatam com 50% dos votos válidos
Pesquisa com 3 mil entrevistas aponta 47% a 47% nos votos totais e 50% a 50% nos válidos, dentro da margem de 1,8 ponto, nove dias antes do 2º turno.

A pesquisa PoderData/Aya divulgada na sexta-feira (16) mostra empate no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a reportagem da TVT News, cada candidato tem 47% dos votos totais, com 4% de brancos e nulos e 2% de eleitores que não sabem. Considerando só os votos válidos, o resultado é 50% a 50%.
As entrevistas foram feitas de 13 a 15 de outubro, com 3.000 eleitores de 16 anos ou mais em 644 municípios dos 27 estados. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com 95% de confiança, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04258/2026. Como a diferença entre os dois candidatos é zero e a margem é de 1,8 ponto, o resultado é de empate técnico, expressão que a própria matéria usa.
Como a pesquisa foi feita
De acordo com a TVT News, o PoderData é o braço de pesquisas do Poder360, e este levantamento foi financiado com recursos próprios, com a Aya Bancah como parceira de divulgação. O método é o de ligações telefônicas para telefones fixos e celulares, com resposta por teclado (sistema automatizado, conhecido como URA). A seleção dos entrevistados é aleatória pelo discador, e os dados são ponderados por sexo, idade, escolaridade, renda, resultado do primeiro turno e região.
A reportagem observa que a margem de erro, nesse tipo de método, é aproximada, porque depende da cobertura das listas de telefone. Também lembra que as margens são maiores para subgrupos, como faixas de idade, religião ou região. Por isso, as diferenças dentro de cada recorte devem ser lidas com mais cautela do que o número geral.
A trajetória dentro do PoderData
Pelo relato da matéria, a distância entre os candidatos nas pesquisas do instituto vem diminuindo: seis pontos depois do primeiro turno (levantamento divulgado em 8 de outubro), dois pontos na rodada divulgada três dias antes e zero agora. A rodada de 10 a 12 de outubro, divulgada pelo Poder360, registrava 51% para Flávio e 49% para Lula nos votos válidos, segundo o título da matéria do Poder360.
Como todas essas diferenças estão dentro da margem de erro, a leitura mais segura é a de estabilidade com oscilação, e não a de uma virada comprovada. Pesquisas são retratos do período de campo, e não previsão do resultado de 25 de outubro.
Rejeição, potencial de voto e avaliação
A pesquisa também mediu o potencial de voto. Segundo a TVT News, 44% dizem votar só em Lula e 7% poderiam votar nele, enquanto 46% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Para Flávio Bolsonaro, são 43% que votam só nele, 7% que poderiam votar e 45% que não votariam de jeito nenhum. Os números de rejeição são muito próximos, o que ajuda a explicar um segundo turno apertado.
Na avaliação do governo, a matéria informa 46% de aprovação e 49% de desaprovação da gestão Lula, com 5% sem resposta. O desempenho pessoal do presidente tem 46% de aprovação, 47% de desaprovação e 7% sem resposta.
O que a pesquisa mostra por grupos
Pela reportagem, Lula lidera entre as mulheres (55% a 39%) e Flávio entre os homens (56% a 39%). Por região, Flávio aparece à frente no Sul (57%), no Centro-Oeste (54%) e no Norte (51%), enquanto Lula lidera no Nordeste (59%). No Sudeste, são 44% para Lula e 48% para Flávio. Entre evangélicos, Flávio tem 62%, e entre católicos Lula tem 52%.
Por renda, Lula lidera entre quem ganha até dois salários mínimos (52% a 40%), e Flávio lidera nas faixas de dois a cinco salários (53% a 42%) e acima de cinco (53% a 44%). Sobre os eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno, a pesquisa registra que os de Augusto Cury dividem-se em 47% para Flávio e 36% para Lula, os de Renan Santos em 46% e 24%, e os de Ronaldo Caiado em 50% e 30%, com parcelas relevantes de brancos, nulos e indecisos. Todos esses recortes têm margens de erro maiores que a do total.
Outras pesquisas do período
A mesma matéria cita a pesquisa CNT/MDA, também divulgada na sexta-feira e descrita como a primeira sobre a eleição presidencial depois do primeiro turno: Flávio com 46,8% e Lula com 45,9% nos votos totais, e 50,5% a 49,5% nos válidos. No painel Eleições 2026, o Datafolha de 13 a 15 de outubro aponta 47% para Flávio e 45% para Lula nos votos totais, e o Quaest de 10 a 13 de outubro registra 46% a 44%, conforme as matérias citadas com fonte e data em cada linha.
Os institutos usam métodos, amostras e bases de cálculo diferentes (votos totais ou válidos), o que dificulta comparar números lado a lado. O painel mostra a base de cada pesquisa justamente para evitar essa confusão.
Por que isso importa
Em um segundo turno decidido por poucos pontos, a diferença entre votos totais e válidos e a margem de erro mudam a interpretação de cada pesquisa. Um empate de 50% a 50% nos válidos não indica quem vence: indica que, no período de campo, o instituto não encontrou vantagem estatisticamente distinguível para nenhum dos lados. O mesmo vale para as pesquisas que mostram diferença de dois pontos, que também estão dentro da margem.
Para o eleitor, o dado mais útil costuma ser a tendência medida pelo mesmo instituto, com o mesmo método, ao longo do tempo. Para as campanhas, os recortes de região, religião e renda mostram onde cada lado busca crescer, e os votos dos candidatos eliminados, com muitos brancos, nulos e indecisos, indicam um eleitorado ainda em disputa. Nada disso substitui o resultado das urnas.
Pesquisas também circulam com números adulterados nas redes. Quem receber um "print" de pesquisa deve conferir o registro no sistema do TSE e a matéria original do instituto, e casos duvidosos são tratados na seção de checagem, não neste noticiário.
O que observar até 25 de outubro
O segundo turno é no dia 25, nove dias depois da divulgação desta pesquisa. Hoje, domingo (18), há o debate da Band, cujas regras foram detalhadas na cobertura sobre o confronto, e novas pesquisas devem sair nos próximos dias. O calendário da última semana do segundo turno reúne os prazos da Justiça Eleitoral, e a disputa jurídica da campanha segue no TSE, como na decisão sobre posts de sindicatos.
Para acompanhar cada nova rodada, o painel Eleições 2026 reúne as pesquisas com instituto, datas de campo, amostra, margem, registro e link da matéria, além do ranking de acerto dos institutos. Esta nota não faz projeção de resultado e não atribui a nenhum candidato vantagem que a margem de erro não sustente.
Fonte original
TVT News
tvtnews.com.br
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Equipe Política Diária
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