Ibovespa sobe 0,84% e dólar cai a R$ 5,33 na manhã seguinte ao tombo
Um dia após cair 13,88%, o Ibovespa subia 0,84% às 10h18 e o dólar recuava cerca de 1,2%, abaixo de R$ 5,35, segundo Money Times e CNN Brasil.
O mercado financeiro brasileiro abriu a terça-feira (27) em recuperação parcial, um dia depois do pior pregão em percentual desde março de 2020. Segundo o acompanhamento ao vivo do Money Times, às 10h18 o Ibovespa avançava 0,84%, aos 178.070,99 pontos, em nova máxima do dia. A CNN Brasil registrava, às 10h10, alta de 0,32%, a 177.141,43 pontos. A diferença entre os dois números vem do horário de cada medição.
No câmbio, os dois veículos apontam queda do dólar. O Money Times informa que a moeda abriu a R$ 5,4096 (alta de 0,12%) às 9h02 e, depois, passou a cair: R$ 5,3481 (queda de 1,01%) às 9h25 e R$ 5,33 (queda de 1,18%) às 9h43. A CNN Brasil dá R$ 5,3487, com recuo de 1,20%, às 10h. Os valores se referem ao dólar à vista, cotação que muda de minuto a minuto, e podem ser outros quando o pregão terminar.
O ponto de partida: o pregão de segunda-feira
A base de comparação é a segunda-feira (26), primeiro pregão depois do segundo turno. O Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, e o dólar subiu 8,21% (cerca de R$ 5,40), conforme a cobertura do fechamento. A CNN Brasil trabalha com alta de 8,36%, a R$ 5,4066, e chama o movimento de a maior alta diária da moeda desde 2003. A Exame descreve a mesma alta como a maior desde 1999. As fontes divergem no recorte histórico e no centavo do fechamento, e este texto reproduz cada número com o nome de quem o publicou.
Segundo a Exame, na segunda o índice chegou a cair 17,34% e a B3 suspendeu as negociações por 30 minutos na abertura, o primeiro circuit breaker desde 2020, como o site mostrou na notícia sobre a abertura daquele dia. A Exame cita ainda estimativa da consultoria Elos Ayta de que as empresas listadas perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado em uma sessão. É uma estimativa da consultoria, não um dado da B3.
O que aparece nos juros e nos contratos futuros
Antes da abertura do mercado à vista, a Exame informava que o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em dezembro subia 0,41%, a 178.970 pontos, com liquidez baixa. O Money Times registra que o mesmo contrato chegou a recuar 0,13% logo depois das 9h e passou a subir pouco depois, às 9h03, em torno de 179 mil pontos. A CNN Brasil dá alta de 0,82% para o contrato às 10h10.
Os juros futuros acompanharam o movimento de alívio, segundo a Exame, que relata queda ao longo da curva. A taxa para janeiro de 2027 foi de 13,72% para 13,69%; a de janeiro de 2029, a que mais se mexeu, de 15,25% para 15,13%. Os dados são da manhã, por volta das 9h15, e a própria reportagem os trata como movimento inicial. O fôlego dos mercados também aparece fora do país: a Exame cita o fundo EWZ, que replica ações brasileiras em Nova York, em alta de mais de 1% no pré-mercado.
O que as fontes dizem sobre a causa
As reportagens ligam a queda de segunda ao resultado da eleição. A CNN Brasil afirma que o resultado contrariou as apostas de investidores que esperavam a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo eles, traria uma agenda mais favorável ao ajuste fiscal. O Money Times fala em reprecificação das apostas políticas. Quem avalia é o mercado: o governo eleito não anunciou, até agora, equipe econômica nem medidas fiscais, e o TSE totalizou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como detalha a notícia sobre a totalização.
Para a manhã de terça, a Exame atribui a recuperação a um repique depois de uma liquidação histórica e registra que analistas ainda veem cautela. Segundo a reportagem, o UBS afirma que o mercado segue cético e quer sinais concretos de ajuste fiscal. O Money Times diz que a expectativa era pelo anúncio de nomes para os ministérios e que a temporada de balanços de empresas tende a ditar o ritmo do pregão, já que não há indicadores econômicos de peso na agenda do dia.
O Money Times também relata que o Tesouro Nacional cancelou o leilão regular de LFT, título pós-fixado, previsto para esta terça e anunciou recompra de NTN-B com vencimentos em 2030, 2035, 2040 e 2045, com as condições ainda por divulgar. Essa informação consta de uma única fonte entre as consultadas, e por isso fica registrada como relato do veículo, até o comunicado oficial do Tesouro Nacional.
Por que isso importa
O câmbio e os juros futuros funcionam como termômetro de expectativas, e a distância entre as duas últimas sessões mostra o quanto elas mudaram em pouco tempo. Um dólar mais alto encarece combustíveis, insumos e produtos importados e pode pressionar a inflação; é por isso que o Banco Central acompanha o câmbio ao decidir sobre a Selic. O boletim Focus de segunda-feira, fechado antes do resultado, projetava dólar a R$ 5,05 no fim do ano, como registrou a notícia sobre o boletim. A cotação desta manhã segue acima desse número, mas uma cotação do dia não é projeção para dezembro.
Do lado de quem investe, uma alta de menos de 1% depois de uma queda de quase 14% não recompõe as perdas de segunda. A conta mostra o tamanho da distância: o Ibovespa ainda está cerca de 13% abaixo do patamar de sexta-feira (23), de 205.082,56 pontos, citado na cobertura do fechamento. Para quem tem dívida em dólar, como empresas e governos, a oscilação muda o custo; para o exportador, ela aumenta a receita em reais. Esses efeitos dependem de como o câmbio se comportará nas próximas semanas, e nenhuma das fontes consultadas faz previsão.
Há ainda o efeito político da pauta econômica. O mercado dá peso ao que o governo eleito dirá sobre meta fiscal e gastos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na segunda que o governo vai mudar a lei ou, se necessário, a Constituição para buscar o centro da meta, segundo a cobertura do site. A posse do presidente eleito está marcada para 5 de janeiro de 2027, data tratada na notícia sobre a posse.
O que observar a seguir
O primeiro ponto é o fechamento desta terça, que dirá se a recuperação da manhã se sustenta ou se o mercado volta a oscilar com força. O segundo é a divulgação oficial do Tesouro sobre a recompra de títulos e o calendário de leilões. O terceiro é a sinalização do governo eleito sobre a equipe econômica e o rumo fiscal, que as fontes citam como o que o mercado espera. Também pesam a temporada de balanços e a próxima reunião do Comitê de Política Monetária. O painel de resultados oficiais da eleição está em Eleições 2026.
Os números desta matéria são da manhã de terça e podem mudar a cada minuto do pregão. Quando duas fontes divergem, o texto indica a divergência em vez de escolher um valor sem base.
Fonte original
Money Times
moneytimes.com.br
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Equipe Política Diária
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