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Ibovespa fecha em queda de 13,88% e dólar sobe 8,21% a R$ 5,40 após eleição

Primeiro pregão depois do segundo turno terminou com o Ibovespa em 176.608,23 pontos e o dólar comercial a R$ 5,40, após circuit breaker na abertura.

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no primeiro pregão depois do segundo turno da eleição presidencial. O número consta do acompanhamento ao vivo do InfoMoney e da cobertura do Money Times, e também da Gazeta do Povo. Foram 28.474,33 pontos a menos em relação ao fechamento de sexta-feira (23), de 205.082,56 pontos.

O dólar comercial terminou o dia em alta de 8,21%, a cerca de R$ 5,40, segundo InfoMoney e Money Times (R$ 5,403 e R$ 5,4029, respectivamente). Na sexta-feira, a moeda havia fechado a R$ 4,993. A Gazeta do Povo, que publicou às 18h, registra R$ 5,4232 (alta de 8,95%), diferença que provavelmente decorre do horário e da metodologia de cada cotação. Por isso, este texto trata o valor como aproximadamente R$ 5,40.

Os números do pregão

IndicadorFechamento de 26/10Referência
Ibovespa176.608,23 pontos (-13,88%)205.082,56 pontos na sexta (23)
Dólar comercialcerca de R$ 5,40 (+8,21%)R$ 4,993 na sexta (23)

Segundo o InfoMoney, o índice oscilou entre a máxima de 205.088,74 pontos e a mínima de 169.516,43 pontos ao longo do dia, e o volume financeiro foi de R$ 76,90 bilhões. A Gazeta do Povo registra que, no pior momento, a queda chegou a 17,34%, e que o dólar chegou a subir 12,5% e a passar de R$ 5,60, como mostrou a cobertura da abertura. O Money Times informa que o índice reabriu em queda de 16,88% depois da suspensão de 30 minutos e que o fechamento é o menor desde 31 de agosto.

O circuit breaker, regra de proteção que suspende as negociações quando o índice cai com intensidade, foi acionado na abertura, o primeiro desde março de 2020, de acordo com InfoMoney e Gazeta do Povo. Os veículos divergem em alguns horários da suspensão, e por isso o texto não fixa um minuto exato.

O que as fontes apontam como causa

As reportagens relacionam o movimento ao resultado da eleição. A atribuição é das fontes, não deste site. O InfoMoney e a Gazeta do Povo afirmam que o resultado contrariou o que o mercado esperava, já que parte dos investidores havia se posicionado para a vitória de Flávio Bolsonaro (PL). O TSE totalizou 51,79% dos votos válidos para Lula (PT) e 48,21% para Flávio, como detalha a notícia sobre a totalização do segundo turno.

Segundo a Gazeta do Povo, analistas esperam volatilidade enquanto o governo eleito não esclarecer a política econômica. O Money Times acrescenta que analistas consultados consideram improvável que a contestação anunciada por Flávio Bolsonaro tenha êxito, tema que o site acompanha na cobertura do não reconhecimento do resultado.

Não é a primeira vez nesta eleição que o mercado reage com força. Em 5 de outubro, depois do primeiro turno, a bolsa passou dos 200 mil pontos pela primeira vez e o dólar caiu abaixo de R$ 5,00, como registrou a notícia sobre o mercado após o primeiro turno. O movimento desta segunda é o inverso, e as próprias fontes ressaltam que a oscilação mede expectativas dos investidores, e não um fato econômico já consumado.

Quem subiu e quem caiu

De acordo com o InfoMoney, só oito ações fecharam em alta. Lideraram Suzano (+10,08%), Embraer (+8,89%) e Vale (+4,01%), empresas com receita ligada à exportação, que tendem a se beneficiar de um dólar mais alto. Entre as maiores quedas, o InfoMoney cita Magazine Luiza (-58,23%) e Banco do Brasil (-29,33%). O Money Times também registra Magazine Luiza em queda de cerca de 58% e Suzano em alta de 10%. Essas variações de empresas aparecem em mais de uma fonte, mas os percentuais exatos vêm do InfoMoney.

No mercado de juros, a Gazeta do Povo diz que os contratos de depósito interfinanceiro chegaram a subir até três pontos percentuais durante o dia e não informa o fechamento. Por isso, o texto não cita taxas de fechamento.

Por que isso importa

O câmbio mais alto encarece importados, combustíveis e insumos e pode pressionar a inflação, o que reduz a margem do Banco Central para cortar a Selic. O Boletim Focus desta segunda, fechado antes do resultado, projetava dólar de R$ 5,05 no fim do ano, conforme a notícia sobre o boletim. A cotação do dia ficou acima desse número, mas uma cotação de um único pregão não é projeção para dezembro.

Para quem exporta, o dólar mais alto aumenta a receita em reais. Para empresas e governos com dívida em dólar, o custo sobe. Para o investidor de bolsa, a queda reduz o valor das carteiras, mas só se torna perda efetiva para quem vende. O Ibovespa ainda acumula alta no ano, segundo o InfoMoney, que calcula 9,61% de ganho em 2026 mesmo depois da queda.

Do lado do governo, o Tesouro Nacional cancelou leilões da semana, informação já registrada na cobertura da abertura. Ainda não há calendário novo de emissões nas fontes consultadas.

O que observar a seguir

Os próximos pontos de atenção são o pregão de terça-feira (27), para ver se a volatilidade persiste ou arrefece, a sinalização do governo eleito sobre a equipe econômica e a política fiscal, as decisões do Tesouro sobre leilões e a próxima reunião do Comitê de Política Monetária. A diplomação do presidente eleito pelo TSE e a posse, marcada para 5 de janeiro de 2027, como mostra a notícia sobre a data da posse, completam o calendário. O painel de resultados oficiais está em Eleições 2026.

Os números de fechamento podem sofrer pequenos ajustes nas publicações finais da B3 e do Banco Central. Quando houver diferença entre fontes, este texto indica a divergência em vez de escolher um valor sem base.

Fonte original

InfoMoney

infomoney.com.br

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Perguntas frequentes

Segundo InfoMoney, Money Times e Gazeta do Povo, o Ibovespa fechou a segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, contra 205.082,56 pontos no fechamento de sexta-feira (23).
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