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Papa Leão XIV inicia viagem de 12 dias a Uruguai, Argentina e Peru

O papa saiu de Roma nesta sexta (6) rumo a três países sul-americanos, um mês após cirurgia. O Brasil não está no roteiro, e há encontro previsto com Milei.

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O papa Leão XIV deixou Roma na manhã desta sexta-feira (6) para uma viagem de 12 dias à América do Sul, com passagem por Uruguai, Argentina e Peru, segundo a Agência Brasil, que reproduz texto da agência Reuters. A viagem vai até 17 de novembro e passa pelo Peru, país onde o pontífice viveu por muitos anos. O Brasil não consta do roteiro.

A saída ocorre cerca de um mês depois de uma cirurgia do papa, de 71 anos. De acordo com a reportagem, o Vaticano diz que ele se recuperou totalmente e que nenhuma precaução especial foi adotada para a viagem. A chegada ao Uruguai estava prevista para as 16h30 (horário local, conforme a matéria).

O roteiro país por país

A Santa Sé anunciou o itinerário em 5 de agosto, em nota da Sala de Imprensa assinada pelo diretor, Matteo Bruni, publicada pelo Vatican News. Pelas datas divulgadas, o Uruguai recebe o papa de 6 a 8 de novembro, com visitas a Montevidéu, Paysandú e Florida. Na catedral de Florida, o programa prevê homenagem à Virgem dos Trinta e Três.

A Argentina vem em seguida, de 8 a 11 de novembro, com Buenos Aires, Córdoba e Luján, onde fica o santuário de Nossa Senhora de Luján. O Peru fecha a viagem, de 11 a 17 de novembro, com Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa. Chiclayo é a cidade em que Leão XIV foi bispo antes de chegar ao Vaticano.

Segundo a Agência Brasil, o percurso total é de cerca de 31 mil quilômetros, em 10 cidades, com 36 discursos e missas ao ar livre. Na Argentina, a reportagem informa que o papa visitará uma prisão. No Peru, ele fará deslocamentos de helicóptero até comunidades remotas dos Andes.

Pelas datas: o Uruguai ocupa os dois primeiros dias e meio, a Argentina três dias e o Peru seis, a maior parte da viagem. A presença prolongada no Peru, de 11 a 17 de novembro, inclui cidades como Chiclayo, Cusco e Pucallpa. Segundo a Agência Brasil, os trajetos incluem helicóptero até comunidades remotas.

O que o Vaticano diz sobre a viagem

O porta-voz Matteo Bruni descreveu a viagem, segundo a reportagem, como um retorno a lugares onde o papa passou muito tempo e aos quais se sente intimamente ligado. A nota de agosto afirma que o papa vai aos três países aceitando o convite dos chefes de Estado e das autoridades eclesiásticas locais.

Ainda conforme a Agência Brasil, os discursos devem tratar de temas como a destruição ambiental, o tráfico de armas e a instabilidade política na região. O próprio papa disse esperar fortalecer a fé, renovar a esperança e reacender a chama da caridade. A matéria registra ainda que o papa nasceu em Chicago, viveu décadas no Peru e se tornou cidadão peruano.

Encontro com Milei e o lado político

A reportagem informa que, na Argentina, o papa fará um discurso ao presidente Javier Milei no domingo (8). Visitas papais a chefes de Estado são, por tradição, cerimônias de protocolo, com discursos em que o pontífice costuma tratar de temas sociais e de convivência. O que será dito nesse encontro só se saberá quando ocorrer, e este texto não antecipa o conteúdo.

A relação entre Brasil e Argentina foi tema de cobertura recente neste site, como na nota em que o Itamaraty repudia novas falas de Milei e na reportagem sobre Milei e o primeiro turno de Flávio Bolsonaro. A visita papal é um evento separado, de natureza religiosa e diplomática, e não tem relação direta com essas questões.

O Uruguai e o Peru também passam por seus próprios debates internos, que não são tratados na reportagem usada como fonte. Por isso, esta notícia se limita ao que foi informado sobre o roteiro e as declarações do Vaticano.

Por que isso importa para o leitor brasileiro

Argentina e Uruguai são vizinhos do Brasil e sócios no Mercosul. Um evento que mobiliza as autoridades, as forças de segurança e a imprensa desses países por vários dias tem efeito na agenda regional, inclusive em temas de fronteira e de comunicação entre governos.

Para os católicos brasileiros, a ausência do Brasil no roteiro é uma informação relevante por si só. A reportagem consultada não explica o motivo da escolha dos países, e este texto não especula sobre isso. O Vaticano afirma apenas que o papa aceitou convites dos chefes de Estado e das autoridades da Igreja desses países.

A viagem ainda interessa como indicador das prioridades de um papa que, segundo a própria Santa Sé, escolheu levar mensagens sobre meio ambiente, armas e estabilidade política a uma região onde esses temas aparecem na vida pública.

O que acompanhar a seguir

O primeiro marco é a passagem pelo Uruguai até domingo (8), seguida do discurso a Milei em território argentino no mesmo dia, conforme a reportagem. Depois, a visita à prisão argentina e o trecho peruano, com os deslocamentos aos Andes, devem concentrar a maior parte dos 36 discursos previstos. A Santa Sé informou em agosto que o programa completo seria divulgado mais adiante, de modo que horários e locais exatos devem ser confirmados nos canais do Vaticano.

Em outro ponto da agenda internacional, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, cobertas na reportagem sobre o que estava em jogo para o Brasil, também movimentam a política das Américas nesta semana. Para o quadro de crise no vizinho Paraguai, veja a notícia sobre a renúncia do presidente Santiago Peña.

Para quem acompanha a política brasileira, o painel Eleições 2026 segue como referência dos resultados oficiais do TSE.

Fonte original

Agência Brasil (Reuters)

agenciabrasil.ebc.com.br

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Perguntas frequentes

Não. O roteiro divulgado pelo Vaticano inclui Uruguai (6 a 8 de novembro), Argentina (8 a 11 de novembro) e Peru (11 a 17 de novembro). A Agência Brasil confirma que o Brasil não faz parte da viagem, que termina em 17 de novembro.
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Quem escreveu

Equipe Política Diária

Redação da Política Diária

A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.

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