Seis estados e o DF terão segundo turno para governador em 25/10
Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins não definiram o governo no 1º turno. Veja os duelos e os percentuais.

Seis estados e o Distrito Federal terão segundo turno para governador em 25 de outubro, porque nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, realizado no domingo (4). A lista inclui Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do DF, de acordo com a Agência Brasil, em reportagem publicada na noite de domingo. Nos outros 20 estados, o governador já foi eleito no primeiro turno.
No mesmo dia, o primeiro turno da eleição presidencial levou Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao segundo turno, também em 25 de outubro. Segundo a cobertura da agência Reuters, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Para ser eleito já na primeira volta, o candidato precisa da maioria absoluta dos votos válidos, sem contar brancos e nulos.
Os sete duelos e os percentuais
Os números abaixo são da apuração do primeiro turno, conforme a Agência Brasil. Eles ainda podem variar ligeiramente até a totalização final pelos Tribunais Regionais Eleitorais.
- Acre: Mailza Assis (PP), 49,76%, contra Alan Rick (Republicanos), 32,27%.
- Amazonas: Omar Aziz (PSD), 40,38%, contra a professora Maria do Carmo (PL), 24,72%.
- Distrito Federal: Celina Leão (PP), 49,93%, contra Leandro Grass (PT), 34,48%.
- Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), 49,65%, contra Ricardo Ferraço (MDB), 34,06%.
- Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL), 49,27%, contra Eduardo Paes (PSD), 42,76%.
- Rio Grande do Norte: Allyson (União), 36,83%, contra Cadu de Lula (PT), 36,21%.
- Tocantins: professora Dorinha (União), 45,52%, contra Vicentinho Júnior (PSDB), 43,94%.
Quatro dos sete líderes ficaram a menos de um ponto percentual da vitória no primeiro turno: Mailza Assis, Celina Leão, Lorenzo Pazolini e Douglas Ruas. Nesses quatro estados, o segundo colocado ficou entre 6,5 e 17,5 pontos atrás do líder. O caso mais apertado é o do Rio Grande do Norte, onde Allyson e Cadu de Lula ficaram separados por 0,62 ponto percentual.
Como funciona o segundo turno
O segundo turno ocorre apenas nos estados em que nenhum candidato obteve a maioria absoluta dos votos válidos. Disputam os dois mais votados, e vence quem tiver mais votos válidos. A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília, e só acontece nos locais em que há disputa em aberto. Eleitores de estados que já elegeram o governador votam apenas para presidente.
Os governadores eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027, segundo o calendário eleitoral. Os votos do primeiro turno não são transferidos automaticamente: os candidatos eliminados e seus partidos podem declarar apoio, mas o eleitor decide de forma individual.
A Agência Brasil informa, em seu título e em sua linha fina, que são seis estados e o Distrito Federal, e a lista confere com essa contagem. Parte da imprensa soma o DF aos estados e fala em "sete estados". Do ponto de vista jurídico, o Distrito Federal é uma unidade da Federação, mas não um estado.
Contexto: a eleição presidencial e as disputas estaduais
Em um segundo turno que também define a Presidência, os candidatos estaduais costumam se aproximar das campanhas nacionais. Em estados onde o resultado presidencial foi apertado, a campanha local e a nacional se misturam na propaganda, nos comícios e nas negociações por apoio.
Nas cidades onde há duas eleições simultâneas no segundo turno, o eleitor vota duas vezes na mesma urna: primeiro para governador e depois para presidente. A ordem de votação na urna eletrônica segue a regra definida pela Justiça Eleitoral.
Por que isso importa
Governadores controlam as polícias estaduais, o orçamento de saúde e educação de seus estados e têm influência sobre as bancadas federais. Em um ciclo em que o Congresso eleito terá partidos fragmentados, como detalha a cobertura sobre as maiores bancadas da Câmara e do Senado, a relação entre o presidente e os governadores será parte do jogo de forças em Brasília.
Os sete duelos reúnem candidatos de PP, Republicanos, PSD, PL, PT, MDB, União e PSDB. Como os partidos se dividem de forma diferente em cada estado, a leitura do resultado por campo político nacional é incerta, e cada disputa tem dinâmica própria.
Para o mercado e para a economia, a disputa presidencial pesa mais no curto prazo. A reação do Ibovespa e do dólar ao primeiro turno mostra como investidores têm precificado o cenário, embora analistas ouvidos pela imprensa recomendem cautela com a diferença entre expectativa e entrega.
O que observar a seguir
Entre o primeiro e o segundo turno, a lei eleitoral permite a continuação da campanha, com debates, propaganda e horário eleitoral gratuito nas emissoras. Nesse período, o Judiciário recebe pedidos de direito de resposta e de remoção de conteúdo, o que torna relevante a nova regra de triagem de petições do Supremo, tema da cobertura sobre a resolução de Fachin.
Também é relevante acompanhar as pesquisas registradas, o calendário de debates e os apoios declarados pelos candidatos eliminados. Os números oficiais de cada urna e de cada seção ficam disponíveis no portal de resultados do Tribunal Superior Eleitoral. Para acompanhar a cobertura completa, acesse a página de notícias.
Fonte original
Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br
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Quem escreveu
Equipe Política Diária
Redação da Política Diária
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