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TSE: 4.352 seções mudaram de local de votação para o segundo turno

Alterações atingem 0,87% das seções do país, com mais casos em SP, MG, RJ e BA. O TSE orienta consultar o endereço no e-Título antes de votar, em 25 de outubro.

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TSE: 4.352 seções mudaram de local de votação para o segundo turno
Foto: Vice-Presidência da República (CC BY 2.0) / Wikimedia Commons

Atualização, 24/10/2026, 11:15. Reportagens posteriores trazem números menores que os 4.352 citados abaixo. O Poder360, em texto publicado neste sábado (24) às 9h09, informa alteração em 100 locais de votação e 361 seções eleitorais entre o 1º e o 2º turno. Em reportagem de 20 de outubro, o Poder360 diz que, segundo o TSE, seções com o mesmo endereço nos dois turnos haviam sido contadas como alteradas, o que inflou o total. A Aos Fatos registra nota do tribunal de que "os números ainda estão sendo atualizados". Os valores variam entre as reportagens e o dado segue em apuração; o texto original abaixo foi mantido como publicado em 17 de outubro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 4.352 seções eleitorais tiveram o local de votação alterado para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro. Segundo a Agência Brasil, o total corresponde a "apenas 0,87% das seções do país", e o tribunal orienta que o eleitor consulte o endereço com antecedência.

De acordo com a reportagem, publicada neste sábado (17), a consulta pode ser feita no aplicativo e-Título ou no portal do TSE, no menu "autoatendimento eleitoral". A votação ocorre das 8h às 17h, e, na maior parte do país, o eleitor decide apenas a Presidência da República.

Onde as mudanças se concentram

A Agência Brasil lista os estados com mais seções alteradas. São Paulo lidera, com 982 seções, seguido por Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312. A ordem acompanha, em linhas gerais, o peso eleitoral desses estados, que estão entre os mais populosos do país e têm o maior número de seções. A reportagem não detalha a distribuição nos demais estados, e por isso este texto não a apresenta.

O percentual de 0,87% indica que a imensa maioria dos locais de votação do primeiro turno foi mantida. Ainda assim, a mudança tem efeito individual direto: quem votou em uma escola ou em outro prédio em 4 de outubro pode encontrar a seção em outro endereço, e o comparecimento depende de o eleitor saber disso antes de sair de casa.

Por que os locais mudaram

Segundo o TSE, citado pela Agência Brasil, os motivos são reformas de última hora em alguns locais e melhorias de acessibilidade em algumas seções. Há também locais que foram danificados por chuva forte e vento. Nenhuma dessas causas está ligada a decisão de natureza política: são ajustes de infraestrutura que a Justiça Eleitoral realiza para garantir que o eleitor consiga votar com segurança e com acesso adequado.

A acessibilidade é um dos pontos de atenção da Justiça Eleitoral porque a lei exige condições para que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida votem com autonomia. Quando um prédio não oferece essas condições, ou quando há obra, a seção precisa ser transferida. A reportagem não informa quantas das 4.352 mudanças têm cada causa, e o texto não estima essa divisão.

O que aconteceu no primeiro turno

A Agência Brasil traz uma comparação com o primeiro turno, realizado em 4 de outubro: 1.904 urnas eletrônicas foram substituídas, o equivalente a 0,35% do total de urnas, e não foi preciso recorrer à votação manual em nenhum lugar do país. A substituição de urnas é um procedimento previsto quando o equipamento apresenta defeito, e a ausência de votação manual indica que todas as seções conseguiram operar com urna eletrônica.

Os números do primeiro turno servem de referência para o que a Justiça Eleitoral costuma ver como normal em dia de votação: um percentual pequeno de trocas de equipamento, sem interrupção do processo. Para o segundo turno, o tribunal não informou, na reportagem consultada, previsão de substituições. Resultados e dados do primeiro turno estão reunidos no painel de Eleições 2026, com fonte e data de cada dado.

Onde há votação para governador

Em 25 de outubro, a maioria dos eleitores votará apenas para presidente. A Agência Brasil informa que também haverá segundo turno para governador no Distrito Federal e em cinco estados: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. A cobertura sobre esses embates está em segundos turnos para governador, que reúne as disputas e a data da votação.

No Rio de Janeiro, a disputa pelo governo terminou no primeiro turno, de modo que o eleitor fluminense votará apenas para presidente. O estado aparece entre os que mais tiveram seções alteradas, com 431, e também foi tema de outra decisão da Justiça Eleitoral: o pedido do TRE-RJ de tropas federais para reforçar a segurança em 15 cidades.

Por que isso importa

A mudança de local de votação não altera o resultado, mas pode afetar a participação se o eleitor não for informado. Chegar a uma escola errada num dia em que a votação vai das 8h às 17h pode custar tempo e, em casos extremos, o voto. Por isso o TSE trata a divulgação como parte da organização do pleito. O dado de 0,87% mostra que o problema é pontual em termos nacionais, mas, em números absolutos, são milhares de seções e, em cada uma, centenas de eleitores.

Há também um efeito prático para quem trabalha na organização: mesários e fiscais precisam saber o novo endereço, e a Justiça Eleitoral precisa comunicar a mudança ao eleitorado das seções afetadas. A reportagem não detalha como cada tribunal regional fará a comunicação, e esse ponto deve ser acompanhado nos canais de cada TRE.

Do ponto de vista da transparência, a divulgação de um número agregado, com percentual e distribuição por estado, permite ao eleitor e à imprensa dimensionar o tamanho da mudança. O que não está disponível na reportagem, como a lista seção a seção, está acessível ao eleitor pela consulta individual no aplicativo ou no portal.

Como se preparar para votar

O caminho indicado pelo TSE é simples. O eleitor abre o aplicativo e-Título ou o portal do tribunal, entra no menu de autoatendimento eleitoral e confere o endereço da própria seção. A consulta deve ser feita antes do dia da votação, já que o prazo é curto: restam poucos dias até 25 de outubro. Quem não tem o aplicativo pode usar o portal, segundo a reportagem.

No dia, vale levar documento oficial com foto. A lista de documentos aceitos e outras regras de votação são divulgadas pela Justiça Eleitoral em seus canais, e este texto não as reproduz porque a reportagem de origem não as trata. O que consta nela, e por isso é possível afirmar, é a orientação de consulta antecipada, os números por estado e a explicação dos motivos das alterações.

O que observar a seguir

Até o dia 25, o acompanhamento mais útil é o de eventuais novos avisos do TSE e dos tribunais regionais sobre locais de votação, além da decisão do TSE sobre o pedido de apoio de tropas federais no Rio de Janeiro. Depois da votação, o tribunal divulga a apuração, e o painel de Eleições 2026 será atualizado com o resultado e a fonte. Mudanças de última hora, como as motivadas por chuva e vento, podem surgir até a véspera, e o eleitor deve conferir o endereço novamente se tiver dúvida.

Fonte original

Agência Brasil

agenciabrasil.ebc.com.br

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Perguntas frequentes

Segundo o TSE, citado pela Agência Brasil, 4.352 seções tiveram o local de votação alterado para o segundo turno, de 25 de outubro. O número equivale a 0,87% das seções do país. São Paulo tem 982 casos, Minas Gerais 514, Rio de Janeiro 431 e Bahia 312.
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