TSE: 467 urnas foram substituídas nas duas primeiras horas do 2º turno
Boletim do TSE aponta 467 urnas trocadas entre 8h e 10h, 0,09% das 499.248 em uso. No 1º turno foram 1.904. Em São Paulo, o TRE-SP trocou 52 até as 9h30.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 467 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o país nas duas primeiras horas de votação do segundo turno, entre 8h e 10h deste domingo (25). Segundo a Agência Brasil, que divulgou os números de um boletim do tribunal, o total equivale a 0,09% das 499.248 urnas em uso nesta eleição.
A Justiça Eleitoral mantém uma reserva de 48.815 equipamentos para trocas, de acordo com a mesma reportagem. O TSE não detalhou os motivos das substituições. A Agência Brasil observa que, em geral, as trocas ocorrem por falhas operacionais. O texto também registra que a lei admite o voto em cédula de papel como último recurso, mesmo que a urna substituta falhe, e que isso não havia sido necessário até a publicação.
Os números do boletim
O dado central é a proporção: 467 trocas num universo de 499.248 urnas. Na conta direta, a fração fica pouco acima de nove em cada dez mil equipamentos, o que bate com os 0,09% informados. No primeiro turno, em 4 de outubro, foram 1.904 urnas substituídas ao longo do dia, segundo a Agência Brasil. Os dois números não são comparáveis de forma direta, porque o primeiro cobre o dia inteiro e o segundo, só as duas primeiras horas.
O eleitorado habilitado a votar para presidente neste segundo turno passa de 158,7 milhões de pessoas, conforme a reportagem. A votação segue até as 17h, no horário de Brasília, e o boletim será atualizado ao longo do dia. Por isso, o total final de substituições só será conhecido depois do encerramento.
O que aconteceu em São Paulo
O maior colégio eleitoral do país também divulgou balanço. Em boletim das 9h30, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) registrou 52 urnas substituídas, segundo outra reportagem da Agência Brasil. Dessas, 19 estavam na capital e 33 no interior. A proporção é de cerca de 0,045% dos equipamentos em operação, que o texto classifica como baixa.
O TRE-SP preparou 114.605 urnas para o segundo turno, número que inclui os aparelhos de contingência reservados para trocas técnicas. São Paulo tem mais de 34,1 milhões de eleitores aptos, cerca de 21,4% do eleitorado nacional. A reportagem não apresenta a causa dos problemas nem declarações de autoridades do tribunal além do boletim.
Como funciona a substituição
O TSE não detalhou, no boletim, o motivo de cada troca, e a Agência Brasil lembra que elas costumam decorrer de falhas operacionais. A etapa de lacre e conferência dos sistemas que antecede a votação foi tema da nota sobre a zerésima e o lacre dos sistemas.
O fato de a lei prever o voto em papel como alternativa final serve como rede de segurança, e a Agência Brasil informa que, até o momento da publicação, o recurso não foi necessário.
Como ler os números
Dois cuidados ajudam a interpretar o boletim. O primeiro é o recorte de tempo: 467 trocas em duas horas não permitem projetar o total do dia, porque o ritmo de ocorrências pode mudar conforme a votação avança. O segundo é a diferença entre troca e falha de votação: substituir um equipamento significa que houve um problema operacional naquela seção, mas o boletim não diz quanto tempo cada seção ficou parada, nem quantos eleitores foram afetados.
Também vale comparar as escalas. São Paulo, com cerca de 21,4% do eleitorado nacional, respondeu por 52 das 467 trocas até as 9h30 em seu boletim, mas os dois balanços têm horários de corte diferentes e não devem ser somados nem subtraídos. O que se pode afirmar, com a fonte aberta, é cada número no horário em que foi divulgado.
Por que isso importa
Dia de eleição concentra boatos sobre urnas, e o número oficial é a referência para separar o que é falha de equipamento do que é alegação sem prova. A Justiça Eleitoral mantém urnas de reserva justamente para as trocas. O que o dado mostra, até as 10h, é que a taxa de trocas foi de 0,09% e que o TSE divulgou o número em boletim.
Para o eleitor, a regra de fechamento não muda: quem estiver na fila às 17h mantém o direito de votar. As regras sobre documentos, horários e fila no encerramento estão na nota Votação do segundo turno começa, e a orientação sobre biometria está em eleitor sem biometria pode votar.
Para a imprensa e para as campanhas, o boletim serve de parâmetro objetivo. Qualquer afirmação sobre fraude ou defeito generalizado precisa de elemento verificável, e a seção de checagem trata dos casos que circulam. Esta nota não faz juízo sobre campanhas: descreve o que o tribunal e o tribunal regional informaram.
O que observar a seguir
Os próximos pontos são os novos boletins do TSE ao longo da tarde, com o total de urnas trocadas e o balanço de ocorrências, e o fechamento das urnas às 17h. Depois disso começa a totalização, e só os números oficiais indicam o resultado. O acompanhamento da apuração, com fonte e horário, fica na página Dia da eleição, e o painel Eleições 2026 reúne resultados e pesquisas anteriores.
No campo da segurança, o dia também é acompanhado pelo Ministério da Justiça, como mostra a nota sobre as ocorrências eleitorais do segundo turno. Qualquer eleitor que encontre problema na seção deve procurar o mesário e, se necessário, o juiz eleitoral ou o cartório da cidade.
Ressalva de método: o site do TSE bloqueia acesso automatizado, e por isso os números desta nota vêm de reportagens da Agência Brasil, que cita os boletins do TSE e do TRE-SP. Os valores são parciais, referem-se ao horário indicado e podem mudar até o fim da votação. Se o tribunal publicar o consolidado do dia, esta nota receberá atualização com a data e a fonte.
Fonte original
Agência Brasil
agenciabrasil.ebc.com.br
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Quem escreveu
Equipe Política Diária
Redação da Política Diária
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