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TSE: com 99,83% das seções, Lula tem 51,76% e Flávio 48,24%

Boletim do TSE das 21h20 mostra 862 seções por apurar no 2º turno presidencial e diferença de 4,36 milhões de votos; o tribunal ainda não declarou o eleito.

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TSE: com 99,83% das seções, Lula tem 51,76% e Flávio 48,24%
Foto: O Tribunal da Democracia (Public domain) / Wikimedia Commons

A totalização do segundo turno da eleição presidencial chegou a 99,83% das seções às 21h20 deste domingo (25), segundo o boletim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicado em seu painel de resultados: 498.386 das 499.248 seções estavam totalizadas, e 862 ainda faltavam. Nesse ponto, Lula (PT) tinha 64.116.469 votos, ou 51,76% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro (PL) tinha 59.754.794 votos, ou 48,24%.

A diferença entre os dois era de 4.361.675 votos. Os dados do TSE ainda não registravam candidato eleito, e esta nota não declara vencedor: a declaração cabe ao tribunal. A cobertura ao vivo do InfoMoney reproduz o mesmo quadro, com 98,27% das urnas apuradas às 21h11 e Lula com 51,75% contra 48,25% de Flávio.

O que mostra o boletim das 21h20

O painel do TSE registra 128.017.913 eleitores que compareceram, ou 80,79% do eleitorado apto, e 30.435.389 abstenções, ou 19,21%. Dos votos totais, 123.871.263 são válidos, 1.428.332 são brancos (1,12%) e 2.718.318 são nulos (2,12%). Os percentuais dos candidatos são calculados sobre os votos válidos, regra que exclui brancos e nulos.

A mudança em relação aos boletins anteriores é grande. Na parcial das 20h, com cerca de 30% das seções, Flávio aparecia à frente com 50,44% contra 49,56%. No boletim das 20h51, com 78,08% apurado, Lula passou à frente com 51,21% contra 48,79%, conforme o painel Eleições 2026. A ordem de chegada das seções, que depende da região e do horário de fechamento, explica por que parciais mudam ao longo da noite.

Quanto falta e o que ainda precisa acontecer

Restavam 862 seções, ou 0,17% do total. Quando todas forem somadas, o tribunal consolida o resultado e, em ato próprio, declara o eleito, o que ainda não havia ocorrido no boletim consultado.

Pedidos e recursos seguem em aberto nas fontes consultadas. A campanha de Flávio pediu a prorrogação da votação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, sem desfecho informado pelo InfoMoney, e o PT recorreu ao Supremo Tribunal Federal por causa da demora do TSE em analisar seu próprio pedido, segundo a mesma cobertura. O contexto da prorrogação está em Zanin manda estender a votação do 2º turno até as 19h, e a pausa e a retomada da contagem estão em TSE pausa a totalização e Urnas fecham às 19h e TSE retoma a totalização.

Para situar a escala: no primeiro turno, em 4 de outubro, o TSE totalizou 100% das seções, com Flávio Bolsonaro em 47,03% e Lula em 45,16% dos votos válidos, segundo o mesmo painel. O segundo turno reúne apenas os dois candidatos mais votados, e por isso os percentuais de agora não são comparáveis diretamente aos do primeiro: os votos dos demais candidatos, somados ali em cerca de 7,8%, se redistribuíram entre os dois ou viraram branco, nulo e abstenção.

Governadores em segundo turno

Seis estados tiveram segundo turno para governador, e o TSE trazia estes números nos boletins entre 21h11 e 21h20 (percentuais sobre votos válidos):

  • Acre, com 100% das seções: Mailza Assis (PP) 66,21% (272.635 votos) e Alan Rick (Republicanos) 33,79%.
  • Amazonas, com 99,82%: Omar Aziz (PSD) 61,41% e a professora Maria do Carmo (PL) 38,59%.
  • Distrito Federal, com 99,76%: Celina Leão (PP) 57,16% e Leandro Grass (PT) 42,84%.
  • Espírito Santo, com 99,99%: Lorenzo Pazolini (Republicanos) 52,17% e Ricardo Ferraço (MDB) 47,83%.
  • Rio Grande do Norte, com 100%: Cadu de Lula (PT) 50,77% (1.073.024 votos) e Allyson (União) 49,23% (1.040.399), diferença de 32.625 votos.
  • Tocantins, com 99,36%: Vicentinho Júnior (PSDB) 64,49% e a professora Dorinha (União) 35,51%.

Segundo o InfoMoney, os seis candidatos que lideravam já eram tratados como eleitos pela cobertura ao longo da noite. Nos dados do TSE consultados, porém, o campo de candidato eleito ainda não estava preenchido em nenhum dos estados, e a proclamação formal é do tribunal regional de cada unidade.

Por que isso importa

A fase final da totalização separa o que é número oficial do que é leitura da imprensa. Com 99,83% das seções somadas, a contagem está praticamente concluída, mas só o TSE pode transformá-la em declaração de eleito. Por isso este texto descreve o boletim com hora e percentual de seções, e não antecipa o ato do tribunal.

O efeito imediato é para as campanhas, que precisam decidir se reconhecem o resultado ou se mantêm os pedidos pendentes, e para as próximas etapas institucionais, a começar pela declaração do eleito. Para o leitor, o ponto prático é consultar o painel do TSE, que traz a hora de cada boletim, e desconfiar de mensagens que citem números sem fonte ou sem horário. Boatos eleitorais circulam mais depois do fechamento das urnas; quando houver um verificável, ele entra na seção de checagem.

No Rio Grande do Norte, a diferença de pouco mais de 32 mil votos com 100% das seções somadas é a mais estreita entre os seis governos disputados.

O que acompanhar a seguir

Os próximos marcos são a totalização das últimas 862 seções, a declaração do eleito pelo TSE, a manifestação dos candidatos, a decisão sobre os pedidos da campanha de Flávio e o recurso do PT no STF, e as proclamações dos governadores pelos tribunais regionais. O painel Eleições 2026 e a página Dia da eleição reúnem os números com fonte e data, e esta cobertura será atualizada quando o TSE divulgar a totalização final.

Ressalva de método: os números acima vêm do arquivo de resultados do TSE consultado às 21h22, com horário de boletim de 21h20, e do blog do InfoMoney para os pedidos das campanhas. Os boletins mudam a cada minuto, de modo que o painel do TSE pode já mostrar valores diferentes. Nenhuma projeção nem pesquisa de saída é usada aqui.

Fonte original

TSE (resultados)

resultados.tse.jus.br

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Perguntas frequentes

No boletim das 21h20 de 25/10/2026, com 99,83% das seções totalizadas, os dados do TSE ainda não registravam candidato eleito. A declaração é feita pelo tribunal depois de concluída a totalização.
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Quem escreveu

Equipe Política Diária

Redação da Política Diária

A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.

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