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Lula deve retomar viagens ao exterior em novembro, diz Agência Brasil

Segundo a Agência Brasil, agenda inclui COP31, na Turquia, cúpula do Mercosul, em Montevidéu, e G20, na Flórida. O Planalto ainda não confirmou as viagens.

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Lula deve retomar viagens ao exterior em novembro, diz Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/PR (CC BY 2.0) / Wikimedia Commons

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a cumprir compromissos internacionais a partir de novembro, depois de uma campanha de reeleição que o manteve em viagens pelo Brasil. A informação é da Agência Brasil, em reportagem publicada na terça-feira (27), às 20h09. Segundo o texto, a agenda prevê passagens pela Turquia, pelo Uruguai e pelos Estados Unidos.

De acordo com a reportagem, o Palácio do Planalto não confirmou nenhuma das viagens, e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) as trata como previstas, não como definidas. Por isso, as datas e os destinos abaixo são os que a Agência Brasil relata como planejados, e podem mudar até a data de cada evento.

O que está previsto na agenda

O primeiro compromisso citado é a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP31, marcada de 9 a 20 de novembro em Antalya, na Turquia. Lula já havia aceitado o convite do presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, em telefonema no fim de agosto, como relatou a Revista Cenarium. Na mesma viagem, segundo a Agência Brasil, o presidente poderia visitar também as Filipinas.

O segundo é a 69ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em 4 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai. O bloco reúne governos da América do Sul e costuma ter na pauta o comércio entre os países-membros e a negociação de acordos com outros mercados.

O terceiro é a cúpula do G20, em 14 de dezembro, no Trump National Doral Miami, na Flórida. O local é um clube de golfe de propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a Agência Brasil, seria o primeiro encontro entre Lula e Trump depois da reeleição do brasileiro. Esse ponto da agenda consta apenas na reportagem da agência; este texto não localizou outra fonte aberta que o confirme.

O contexto: reeleição e declarações de Trump

A retomada das viagens vem depois da vitória de Lula no segundo turno, realizado em 25 de outubro. O resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral deu ao presidente cerca de 52% dos votos válidos, e a votação foi registrada como a maior em números absolutos já recebida por um candidato à Presidência, como mostra a cobertura sobre a votação absoluta de Lula. O painel completo está em Eleições 2026.

A reportagem lembra que, na segunda-feira (26), Trump disse, sem apresentar provas, que a eleição brasileira "pareceu fraudada". O presidente americano também questionou a prorrogação do horário de votação e repetiu a posição da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato derrotado. O episódio foi detalhado na notícia sobre a declaração de Trump. O TSE, por sua vez, já havia afirmado que não houve irregularidades.

É nesse cenário que a possível ida de Lula à Flórida ganha peso político. O presidente brasileiro chegaria a um evento sediado em propriedade de Trump pouco depois de o americano questionar o processo eleitoral do Brasil. A agência não informa como o Planalto avalia esse encontro, e este texto não atribui posição a nenhum dos governos além das declarações já registradas.

Por que isso importa

Viagens presidenciais não são apenas agenda cerimonial. Cada evento reúne temas em que o governo brasileiro tem interesses concretos, e a lista mostra os compromissos que o Planalto prevê antes da posse, marcada para 5 de janeiro de 2027, como explica a notícia sobre a cerimônia de posse e a diplomação dos governadores.

A COP31 interessa ao Brasil porque o país presidiu a conferência anterior, a COP30, realizada em Belém em 2025, e tem posição nas negociações sobre clima e financiamento. A presença do presidente costuma sinalizar o peso que o governo dá ao tema nas conversas com outros chefes de Estado.

A cúpula do Mercosul, no Uruguai, reúne os governos do bloco sul-americano. Reuniões desse tipo são o espaço em que os presidentes tratam de regras comuns e de entendimentos com outros mercados.

O G20 reúne as maiores economias do mundo e trata de economia global, dívida, comércio e segurança alimentar. Um encontro bilateral com Trump, se ocorrer, pode abordar o comércio entre os dois países e as tensões recentes. Qualquer conversa dessa natureza depende, porém, de confirmação oficial dos dois governos, o que ainda não aconteceu.

O que observar nos próximos dias

O primeiro marco é a confirmação oficial. O Planalto e a Secom costumam divulgar a agenda internacional com poucos dias de antecedência, e a primeira viagem relatada, à Turquia, começa em 9 de novembro. Até lá, mudanças de roteiro, inclusive a inclusão ou a retirada das Filipinas, ainda são possíveis.

O segundo ponto é o ambiente político interno. O presidente deve conciliar as viagens com a articulação no Congresso, onde o governo e as lideranças das duas Casas já discutem a pauta antes da posse, como mostrou o encontro de Lula com os presidentes da Câmara e do Senado, relatado em notícia sobre a reunião no Alvorada.

O terceiro é a posição dos Estados Unidos. Não há, até a publicação deste texto, comunicado da Casa Branca ou do Planalto sobre a presença de Lula no G20 em Miami. A Política Diária atualizará o assunto quando houver confirmação em fonte oficial.

Por fim, vale registrar o que ainda é desconhecido: a duração de cada viagem, as comitivas ministeriais e os encontros bilaterais previstos não constam da reportagem da Agência Brasil. Essas informações costumam ser divulgadas pelo Itamaraty e pelo Planalto perto da data de cada evento, e é nelas que estarão os detalhes sobre o que o governo pretende tratar com cada interlocutor.

Fonte original

Agência Brasil

agenciabrasil.ebc.com.br

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Perguntas frequentes

Segundo a Agência Brasil, a agenda prevê a COP31, em Antalya, na Turquia, de 9 a 20 de novembro, a cúpula do Mercosul, em Montevidéu, em 4 de dezembro, e o G20, em Miami, em 14 de dezembro. O Planalto não confirmou as viagens.
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