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Senado de 2027 tem PL com 29 cadeiras; vaga de Dallagnol segue em aberto

Agência Senado projeta PL com 29 dos 81 senadores em 2027, mas o TSE ainda não julgou o registro de Deltan Dallagnol, eleito pelo Paraná com 2,9 milhões de votos.

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Senado de 2027 tem PL com 29 cadeiras; vaga de Dallagnol segue em aberto
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil (CC BY 2.0) / Wikimedia Commons

Encerrado o segundo turno, a Agência Senado publicou na noite de domingo (25) a projeção da composição do Senado a partir de fevereiro de 2027: 81 senadores de 13 partidos, mais um parlamentar sem partido, com o PL na maior bancada, com 29 cadeiras. O próprio texto adverte que se trata de uma projeção sujeita a mudanças partidárias e que a conta depende de uma decisão ainda pendente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito pelo Paraná.

Dallagnol recebeu 2.904.594 votos, o equivalente a 25,14% dos votos válidos no estado, segundo a Agência Brasil, e ficou com a segunda vaga paranaense. O julgamento do recurso contra o registro foi adiado em 8 de outubro e, até a publicação da Agência Senado, não tinha nova data. Se o TSE confirmar o indeferimento do registro, os votos dele serão anulados e a cadeira poderá ser objeto de uma eleição suplementar, o que alteraria os números projetados.

Como o Senado deve ficar em 2027

Segundo a Agência Senado, a projeção para 2027, com as 81 cadeiras, é a seguinte: PL, 29; PT, 10; MDB, 8; PP, 6; União Brasil, 5; Republicanos, 5; PSD, 4; PSB, 4; Novo, 3; PSDB, 2; Podemos, 2; Rede, 1; PDT, 1; e um senador sem partido, Romário (RJ). A legenda da foto no site identifica Romário como PL-RJ, mas o texto diz que ele permanece sem partido, de modo que o número de cadeiras do PL pode variar em uma unidade conforme a filiação.

A renovação foi grande. Dos 54 mandatos em disputa em 2026, 40 serão ocupados por novos senadores, o que representa 74% das vagas. Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 permaneceram, ou 43,7%. As outras 27 cadeiras não estavam em disputa, porque seus titulares foram eleitos em 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. A bancada feminina será de 19 senadoras (23,5%), sendo 12 eleitas agora e 7 com mandato iniciado em 2023. A cobertura anterior sobre a bancada feminina trazia uma contagem diferente; o número desta nota é o da Agência Senado.

Os resultados do primeiro turno, em 4 de outubro, já tinham mostrado o PL à frente nas duas Casas, como registra a reportagem sobre as maiores bancadas. A diferença entre as contas está nas trocas que o segundo turno de governador provocou.

O que mudou com os governadores eleitos

Três senadores foram eleitos governadores e deixarão a cadeira, segundo a Agência Senado. Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas com 61,42% dos votos válidos, será substituído pela primeira suplente, Cheila Moreira (PT), com mandato até janeiro de 2031, conforme a própria Agência Senado. Cleitinho (Republicanos-MG) será substituído por Alex Diniz (PL), e Sergio Moro (PL-PR) por Luís Felipe Cunha (PL), de acordo com a projeção da agência.

Dois senadores que disputaram o governo e perderam no segundo turno, Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), continuam no Senado até 2031. O resultado dos governos estaduais está detalhado em outra matéria do site sobre os governadores eleitos, e as datas de posse constam na cobertura sobre a posse do presidente em 5 de janeiro e dos governadores em 6 de janeiro de 2027.

A disputa jurídica sobre o registro de Dallagnol

O caso gira em torno de uma regra da Lei da Ficha Limpa. Segundo a Agência Brasil, a lei torna inelegíveis por oito anos ex-procuradores que pedem exoneração na pendência de processo disciplinar. Dallagnol deixou o Ministério Público Federal em novembro de 2021, quando respondia a procedimentos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Em 2023, o TSE concluiu que ele pediu exoneração para evitar a inelegibilidade e cassou o mandato de deputado federal que ele havia conquistado em 2022, conforme relata a CNN Brasil.

Em 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro dele, citando o arquivamento posterior dos procedimentos disciplinares e novos documentos apresentados pela defesa, segundo a CNN Brasil. O Ministério Público Eleitoral recorreu, e a federação formada por PT, PCdoB e PV, que também contesta a elegibilidade, levou o caso ao TSE, segundo a Agência Brasil. Em decisão individual, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro e declarou nulos os votos, no sábado (3), um dia antes da eleição. Na decisão, ele afirmou que o TRE-PR não poderia reinterpretar os mesmos fatos sem mudança jurídica ou factual relevante, conforme a CNN Brasil.

No domingo (4), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão individual com o argumento de que o caso deveria ser decidido pelo plenário, e os votos foram contados. O julgamento foi marcado para 8 de outubro, mas saiu da pauta. A CNN Brasil informa que a sessão foi tomada pela discussão sobre a candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio de Janeiro, e a Agência Brasil registra que o adiamento foi pedido pela defesa de Dallagnol. As duas versões constam das reportagens; o que há de comum é a ausência de nova data.

O que acontece se o registro for negado

A CNN Brasil descreve que, com o indeferimento, os votos seriam anulados, ele não poderia tomar posse e a Justiça Eleitoral decidiria como a vaga seria preenchida. A Agência Senado vai além e menciona a possibilidade de eleição suplementar para a cadeira. Essa é a leitura que a agência faz da situação; o TSE ainda não decidiu o caso nem fixou o procedimento.

Se, ao contrário, o tribunal mantiver o registro, o resultado das urnas é confirmado e o Novo passa a ter três senadores, como na projeção. A defesa de Dallagnol sustenta a elegibilidade, e os adversários, a inelegibilidade. O Política Diária não toma partido na questão: a decisão cabe ao plenário do TSE, que analisará os fatos e a lei.

Por que isso importa

O primeiro efeito é prático: a posse dos eleitos acontece em 1º de fevereiro de 2027, com a eleição das Mesas Diretoras do Senado e da Câmara. Uma vaga indefinida pode mudar o cálculo de uma disputa pela presidência da Casa, em que cada voto conta, embora a diferença de uma cadeira dificilmente altere o desenho geral das bancadas.

O segundo é jurídico. O caso testa como o TSE trata o registro de um candidato quando a decisão chega depois da votação. Isso afeta eleitores que votaram nele e o próprio resultado do Paraná, que tem duas vagas em jogo e uma delas em suspenso.

O terceiro é institucional. O Senado sabatina indicados ao Supremo Tribunal Federal, a embaixadas e a agências reguladoras. Com 40 das 54 vagas renovadas e uma cadeira em dúvida, a conta de maioria para essas votações em 2027 só se fecha depois da decisão do TSE. A vaga aberta no Supremo e o ritmo das sabatinas dependem dessa composição, como discutido na cobertura sobre o primeiro ano com dez ministros no STF.

O que observar a seguir

A principal incógnita é a data do julgamento no TSE. O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, disse em 8 de outubro que os casos retirados de pauta seriam marcados oportunamente, segundo a imprensa. Enquanto isso não ocorre, o resultado do Paraná segue sem proclamação definitiva para essa vaga. Outro ponto a acompanhar é a definição das filiações, como a de Romário, e as trocas de partido que costumam ocorrer na janela partidária e depois da posse.

Também vale acompanhar as sucessões de Omar Aziz, Cleitinho e Sergio Moro, que dependem da posse dos governadores em 6 de janeiro de 2027 e da assunção dos suplentes. Para o leitor, o resumo é este: a conta do Senado está quase fechada, mas ainda não está oficialmente fechada. O quadro definitivo só sai com a decisão do TSE, a diplomação e a posse em fevereiro. O painel com o resultado oficial da eleição está em Eleições 2026.

Fonte original

Agência Senado

www12.senado.leg.br

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Perguntas frequentes

Segundo a projeção da Agência Senado publicada em 25 de outubro de 2026, o PL terá 29 dos 81 senadores a partir de fevereiro de 2027, a maior bancada. O número é projeção e pode mudar com trocas de partido, com a filiação de Romário e com a decisão do TSE sobre a vaga de Deltan Dallagnol.
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