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Sete cidades elegem prefeito em eleição suplementar no domingo, dia 25

Além do segundo turno, eleitores de sete municípios escolhem prefeito e vice em eleições suplementares, e de seis cidades votam em plebiscito sobre limites.

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Sete cidades elegem prefeito em eleição suplementar no domingo, dia 25
Foto: Justiça Eleitoral (CC BY-SA 4.0) / Wikimedia Commons

No domingo (25), junto com o segundo turno da eleição presidencial, sete municípios brasileiros também vão às urnas para escolher prefeito e vice-prefeito em eleições suplementares. Segundo a Agência Câmara de Notícias, os eleitos cumprirão mandato até 31 de dezembro de 2028, o fim do período aberto pela eleição municipal de 2024.

As cidades são Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia (SP), Martinópolis (SP), Narandiba (SP), Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO). A reportagem informa ainda que moradores de seis outros municípios votam em plebiscito sobre a redefinição de limites territoriais. O texto cita um caso: no Paraná, os eleitores de Chopinzinho e de São João decidem se a Comunidade do Alto Mirim, hoje parte de Chopinzinho, passa a integrar São João.

O que é uma eleição suplementar

Eleição suplementar é a votação realizada fora do calendário regular para preencher um cargo que ficou sem titular legítimo. No caso de prefeito, ela costuma ocorrer quando a Justiça Eleitoral anula o resultado ou cassa o diploma ou o mandato do eleito, e a lei exige que o povo escolha um novo chefe do Executivo municipal em vez de entregar o cargo a quem ficou em segundo lugar ou ao presidente da Câmara de Vereadores.

Segundo a Agência Câmara, o objetivo desse tipo de votação é que os municípios tenham, nas palavras da reportagem, autoridades legitimamente eleitas pela população. O cientista político Leandro Gabiati, ouvido pela agência, afirma que a maior parte das chapas vencedoras em 2024 nesses locais teve a vitória anulada pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico e por compra de votos. Essa é a avaliação do entrevistado, e a reportagem não apresenta, para cada cidade, o número do processo nem a decisão que originou a nova votação.

Por isso, este texto não atribui a nenhum dos municípios a causa específica da suplementar, salvo no caso de Itaguaí, descrito a seguir. Quem quiser conferir o motivo em cada cidade pode consultar a página do Tribunal Regional Eleitoral do estado correspondente e o portal de resultados da Justiça Eleitoral.

O caso de Itaguaí, no Rio de Janeiro

Em Itaguaí, segundo a Agência Câmara, a Justiça Eleitoral barrou a candidatura de Rubem Vieira de Souza (Podemos), conhecido como Dr. Rubão, por entender que ele disputaria um terceiro mandato consecutivo. A Constituição permite uma única reeleição para o mesmo cargo do Poder Executivo, de modo que um prefeito eleito e reeleito não pode concorrer de novo ao mesmo cargo no mesmo município na eleição seguinte.

A reportagem não informa quais são os candidatos que seguem na disputa em Itaguaí nem as pesquisas locais, e este texto não faz projeção de resultado. A lista oficial de candidatos de cada município está no sistema de divulgação de candidaturas da Justiça Eleitoral.

Como o eleitor vota nas cidades com suplementar

Nos sete municípios, o eleitor vota no mesmo dia do segundo turno da disputa presidencial. A suplementar é uma votação própria, com candidatos a prefeito e vice, e o resultado é apurado e divulgado pela Justiça Eleitoral no portal de resultados, que, segundo a Agência Câmara, mostra votos, comparecimento e abstenção. A reportagem não traz números de eleitores aptos nem de comparecimento esperado, e eles não são estimados aqui.

As regras de votação para o eleitor são as mesmas do restante do país: o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos, e a Justiça Eleitoral já esclareceu pontos práticos para o segundo turno, como o fato de que o eleitor sem biometria pode votar e a mudança de local em milhares de seções, tema da notícia sobre as 4.352 seções com local de votação alterado. Quem mora em uma das cidades com suplementar deve conferir o local de votação antes de sair de casa.

O calendário das últimas horas de campanha, com horários de propaganda, restrições a comícios e prazos para a Justiça Eleitoral, está resumido na notícia sobre a última semana do segundo turno.

Por que isso importa

A eleição presidencial concentra a atenção do país, mas o efeito de uma suplementar é direto na vida do município: quem vence passa a comandar a prefeitura, o orçamento e os serviços locais até o fim de 2028. A escolha define quem toma as decisões de governo local até o fim do período.

Há também um efeito institucional. A repetição de eleições por anulação de resultado mostra o peso das ações da Justiça Eleitoral sobre abuso de poder e compra de votos, tema que a reportagem associa à maior parte dos casos. Para o eleitor, o ponto prático é que a escolha feita em 2024 pode ser refeita quando a Justiça conclui que o processo foi viciado, e que o novo mandato é um mandato tampão, com prazo certo de término.

Outro ponto: os plebiscitos sobre limites territoriais não elegem ninguém. Eles consultam a população sobre mudanças de fronteira entre municípios, como a transferência da Comunidade do Alto Mirim de Chopinzinho para São João, e o desenho final depende do que a legislação estadual prevê depois da votação. A reportagem não detalha, para os outros cinco plebiscitos, quais são as cidades envolvidas, e por isso este texto não os lista.

O que acompanhar no domingo

A Justiça Eleitoral divulga os resultados pelo portal oficial a partir do encerramento da votação. Nos municípios com suplementar, o resultado da prefeitura sai em paralelo à apuração do segundo turno presidencial, e o do plebiscito segue o mesmo sistema. A diplomação dos eleitos e a posse seguem as datas definidas pelo tribunal regional de cada estado, que ainda não constam da reportagem consultada.

No plano nacional, o segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) é o ponto central do dia, e uma das pesquisas recentes, do PoderData, apontou empate em 50% dos votos válidos, como relata a notícia sobre o empate no PoderData. Também há segundo turno para governador em seis estados e no Distrito Federal, conforme a notícia sobre as sete disputas estaduais.

O painel de Eleições 2026 reúne os resultados do TSE, as pesquisas e o ranking de acerto dos institutos, e é atualizado com dados da Justiça Eleitoral. Os boatos que costumam circular na véspera e no dia da votação são verificados na seção de Checagem.

Para o leitor dessas cidades, vale lembrar que o voto para prefeito e vice é dado na mesma urna em que se vota para presidente, e que a Justiça Eleitoral orienta o eleitor a levar documento oficial com foto. Em caso de dúvida sobre seção, local ou situação do título, o canal oficial é o site do TSE ou o do tribunal regional do estado.

Fonte original

Agência Câmara de Notícias

camara.leg.br

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Perguntas frequentes

Segundo a Agência Câmara, elegem prefeito e vice Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia (SP), Martinópolis (SP), Narandiba (SP), Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO). A votação ocorre junto com o segundo turno da eleição presidencial.
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Quem escreveu

Equipe Política Diária

Redação da Política Diária

A equipe da Política Diária escreve para quem quer entender a política brasileira e internacional sem torcida. Cada texto parte de fontes primárias (Diário Oficial, Câmara, Senado, STF, TSE, organismos internacionais e veículos de imprensa identificados) e é escrito em português claro, separando fato de opinião.

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