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Em live nos EUA, Flávio chama ordem de Moraes de perseguição política

Em live na sexta (30), o senador do PL disse que advogados vão agir contra a ordem do STF, falou em novas eleições antes de 2030 e não mostrou provas de fraude.

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Em live nos EUA, Flávio chama ordem de Moraes de perseguição política
Foto: Marcelo Camargo (CC BY 3.0 br) / Wikimedia Commons

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado no segundo turno, falou pela primeira vez em público desde que deixou o Brasil. Em uma transmissão ao vivo no Instagram, na noite de sexta-feira (30), ele classificou como perseguição política a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou apreender seus passaportes e o proibiu de sair do país. Segundo o Poder360, ele afirmou que "a parte jurídica, os advogados já vão tomar as providências", sem detalhar quais.

O Correio Braziliense registra que o senador também disse "eu perdi para o sistema, eu não perdi para o meu adversário", questionou o resultado da eleição sem apresentar provas e falou em "novas eleições" antes de 2030. O jornal informa que ele não explicou o que quis dizer com a expressão. Esta notícia reúne o que foi dito por ele, o que as reportagens registram como fato e o que ainda não tem confirmação oficial.

O que Flávio Bolsonaro disse na live

De acordo com o Poder360, o senador afirmou que a família está com ele nos Estados Unidos: a mulher, Fernanda, e as duas filhas. Ele contou ter dito ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, que "começou a perseguição", antes do que imaginava. Sobre a saída do país, disse ao vivo: "Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil", conforme o Correio Braziliense. Em comunicado divulgado antes, segundo o Poder360, ele havia dito que saiu de um "regime de exceção".

Flávio afirmou que soube da ordem de Moraes na segunda-feira (26), ao deixar a casa do pai, quando agentes da Polícia Federal (PF) o aguardavam. Disse também que o ministro decidiu sem ouvir antes a Procuradoria-Geral da República (PGR) e classificou a medida como tentativa de intimidação. Ele questionou ainda a investigação sobre contas bancárias de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz e negou envolvimento. Tudo isso é versão do senador, atribuída a ele pelas duas reportagens.

No campo político, o Correio Braziliense relata que ele pediu aos apoiadores que "fiquem firmes", apontou o Senado como principal espaço de atuação da oposição e declarou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa. Marinho tem página no painel do Congresso, com votações e dados públicos. Flávio também criticou o governo e previu dificuldades econômicas, sem apresentar números.

A decisão de Moraes e o que já era conhecido

A ordem do ministro faz parte do inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao advogado Willer Tomaz. Como mostra a notícia sobre a decisão, Moraes mandou entregar os passaportes à PF em 24 horas, proibiu a saída do país e vetou contato com Tomaz. O caso está no STF por causa do foro do senador. Os fatos investigados são hipóteses de apuração: não há denúncia aceita nem condenação, e a presunção de inocência vale para Flávio como para qualquer pessoa investigada.

Segundo o Poder360, o pedido da PF foi feito poucos minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar o resultado do segundo turno, na noite de 25 de outubro, com Lula eleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O ritmo dos fatos, portanto, é público: eleição no domingo, pedido da PF na mesma noite, ordem do ministro conhecida na segunda e viagem do senador na terça (27). Os números oficiais do pleito estão no painel Eleições 2026, com fonte e data.

A notícia sobre a chegada de Flávio aos Estados Unidos registra que o prazo de 24 horas terminou sem a entrega dos documentos e que, segundo a Agência Brasil, a PF cancelou os passaportes. A checagem da PF sobre a saída mostra que, nos primeiros dias, até a presença do senador no exterior chegou a ser negada pela campanha.

Posições em disputa: perseguição ou descumprimento de ordem

O caso tem duas leituras, e cada uma vem de um campo. Flávio e aliados sustentam que a medida foi desproporcional e política. O argumento do senador, nas palavras dele, é que não houve ouvida prévia da PGR e que o momento, logo após a eleição, indica intimidação. Do outro lado, a ordem judicial segue em vigor e o prazo de entrega dos passaportes corria quando ele viajou; o presidente Lula criticou a ida do senador aos Estados Unidos, como registra a notícia citada acima. Nenhuma das duas reportagens consultadas traz manifestação nova de Moraes, da PF ou da PGR após a live.

Duas coisas ficam separadas aqui. Uma é a declaração de um político, que é atribuída a ele. Outra é o que consta nos autos e em atos oficiais: a ordem existe, foi tomada em inquérito sob relatoria de Moraes, e os documentos foram cancelados. Se a ordem é adequada ou excessiva é questão que cabe à defesa levar ao próprio ministro ou ao colegiado do STF, e a PGR pode opinar. Até a publicação desta notícia, não havia recurso divulgado nem decisão nova.

Sobre as alegações de fraude eleitoral, vale o registro factual: o Correio Braziliense informa que o senador questionou o resultado e criticou a Justiça Eleitoral sem apresentar provas, e disse que explicaria as críticas depois. O TSE declarou o resultado, e a notícia sobre a contestação do resultado já mostrava que, até então, não havia pedido protocolado nas reportagens. Dentro do próprio campo do senador, o coordenador da campanha, Rogério Marinho, afirmou que o PL não tem prova de fraude, como mostra a notícia sobre a carta do candidato, e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, disse que a sigla não aprovou o texto, segundo a cobertura sobre a carta.

Por que isso importa

Primeiro, pelo desfecho jurídico. Um senador investigado no STF que está fora do país, com passaportes cancelados, cria um impasse prático: a defesa pode pedir a revogação das medidas, e o relator ou o colegiado decidem. Como a ordem envolve a restrição de viagem, o ponto central será saber se ele pretende voltar e em que condições. A live não trouxe essa informação. Também não está claro qual é o status migratório do senador nos Estados Unidos; esse ponto não foi informado nas reportagens consultadas.

Segundo, pelo efeito sobre a oposição. Ao apontar o Senado como trincheira e apoiar Marinho, Flávio indica onde pretende atuar nos próximos meses. A disputa pela presidência da Casa, em fevereiro de 2027, já tem o atual presidente, Davi Alcolumbre, dizendo ter votos para a reeleição, como mostra a notícia sobre a contagem de votos. Os dois lados contam números diferentes, e o voto é secreto, o que torna a conta incerta.

Terceiro, pela transição. Lula tomará posse em 5 de janeiro de 2027, e a pauta de segurança no Congresso, a eleição das mesas e a relação com Washington dependem em parte de como a oposição se reorganiza. A expressão "novas eleições" antes de 2030 não tem, até aqui, desdobramento institucional: o calendário eleitoral brasileiro prevê a próxima eleição presidencial em 2030, e qualquer mudança exigiria alteração constitucional ou fato jurídico que ninguém apresentou. Cabe ao leitor distinguir a fala política do que está previsto na lei.

O que acompanhar

Os próximos passos são concretos. A defesa deve protocolar algum pedido no STF, e é preciso ver se ele vai a Moraes ou a outro ministro. A PGR pode se manifestar sobre a necessidade das medidas. A PF e o ministro podem informar se há novas providências sobre o descumprimento do prazo. E o PL articula lançar o nome de Marinho para a presidência do Senado, o que dirá se a fala de Flávio se converte em articulação formal.

A regra de cobertura é a mesma para qualquer parlamentar ou campo político: declaração é atribuída a quem a fez, relato de imprensa fica como relato, e acusação só entra com decisão judicial. Flávio Bolsonaro nega irregularidades, e esta notícia será atualizada se a defesa, o STF, a PF ou a PGR divulgarem posição oficial. Para acompanhar resultados, calendário e pesquisas, o painel Eleições 2026 reúne os dados com fonte.

Fonte original

Poder360

poder360.com.br

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Perguntas frequentes

Em live no Instagram na sexta-feira (30), chamou a decisão de perseguição política e afirmou que os advogados vão tomar providências jurídicas, sem detalhá-las, segundo o Poder360. Isso é a posição dele, não conclusão de decisão judicial.
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